Os verbos falam de morar
Matthew Henry, lendo este versículo no início do século XVIII, reparou
antes de tudo nos verbos: a pessoa retratada aqui não passa pela presença de Deus em visita —
ela habita ali, assenta-se
nela. É alguém que, na descrição de Henry, está em casa em
Deus, retorna a Deus e repousa nele como seu descanso
, alguém para quem conhecer a Deus é
trabalho do coração
e não verniz de superfície. A promessa do versículo, portanto, não é
distribuída a quem admira o esconderijo de longe; é o endereço de quem se mudou para dentro
dele.
E a sombra fala de proximidade
Uma sombra só alcança o que está perto. Henry leu a imagem exatamente assim: a sombra do
Todo-Poderoso se põe entre o crente e tudo o que poderia perturbá-lo, seja tempestade, seja
sol
— nem só a ameaça escura, nem só o excesso luminoso. O versículo descreve intimidade
antes de descrever segurança, e apresenta a segurança como consequência da intimidade.
O mesmo versículo em outra tradução
- Almeida Revista e Atualizada O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente
O salmo inteiro, em coluna única, está na página inicial; a leitura de todos os movimentos, no comentário completo.