Uma guarda pessoal, com uma condição
Matthew Henry se demorou no quanto essa incumbência é pessoal: ela se
estende não apenas sobre a igreja em geral, mas sobre cada crente em particular
. Mas o
versículo carrega a sua própria cláusula — os anjos guardam o fiel em seus caminhos, o que Henry
glosou como enquanto te mantiveres no caminho do teu dever
. A promessa acompanha quem
anda; não escolta quem se atira.
A palavra que o diabo cortou
Em Mateus 4, o tentador citou este versículo para sugerir um salto do pináculo do templo. E
Henry notou o detalhe que dá fio à cena: a cláusula limitadora é exatamente o que o diabo
deixou de fora quando citou a promessa para reforçar uma tentação, sabendo o quanto ela
pesava contra ele
. Cortar a condição transforma proteção em presunção — e o abuso, insistiu
Henry, não estraga a promessa para quem a usa inteira.
O versículo seguinte completa a imagem
O sustentar nas mãos, Henry comparou a toda a ternura e afeição com que a ama carrega a
criancinha nos braços
— uma imagem que, no resumo dele, nos declara desamparados, e a
eles, prestativos
. É proteção de colo, não de muralha: próxima, atenta, desproporcional à
nossa força.
O contexto completo dos versículos 9 a 13 está no comentário do salmo; para transformar a promessa em petição, veja a oração do Salmo 91.